"Anda, quero te dizer nenhum segredo,falo desse chão da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar!"
Beto Guedes


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Rio+20

O jeito é esperar por 2015

       A crise econômica mundial, as eleições nos Estados Unidos, os conflitos na Síria e até mesmo uma crise política de última hora na América Latina impediram que a atenção do mundo fosse voltada completamente para o Rio de Janeiro, como queriam os organizadores da Rio+20, planejada para ser a maior conferência da história. Baixada a poeira da semana de intensas negociações — seguidos pelos três dias reservados para os mais de 190 discursos —, conclui-se que 2012 e o Rio não entrarão pela história exatamente por representarem o tempo e o local de uma mudança histórica para o desenvolvimento sustentável. Apesar da alardeada reunião de “mais de 100 líderes”, só 79 chefes de estado discursaram na cúpula.
       A saída encontrada para salvar a conferência e tentar driblar o contexto desfavorável foi adiar as ações. O verdadeiro tribunal da Rio+20, quando os reais efeitos da conferência serão conhecidos e poderão ser julgados, está marcado para daqui a três anos.
      No calendário da ONU, dois eventos importantes culminarão em 2015: fecham-se os Objetivos do Milênio, estabelecidos em 2000, e serão determinadas novas metas para as reduções de emissões de gases, no âmbito da Convenção sobre Mudanças Climáticas. Impossibilitada de conseguir acordos para implementação imediatos, a Rio+20 acertou a agenda para que suas ações entrem em vigor nesse ano chave.
    A principal das ‘heranças’ de 2012 para 2015 é o estabelecimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apesar de não determinar as metas — o que seria esperado de uma conferência "ambiciosa", como pedia a ONU —, o documento da Rio+20 determina a criação de um grupo para trabalhar no processo de criação dos objetivos a serem adotados a partir de 2015. Ainda que tenha destravado o processo de negociação, a fórmula de adiamento das decisões também dá margem para que, no final, nada saia do papel.
     O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que foi negociador chefe do Brasil e também atuou como facilitador durante as negociações, admite que o documento do Rio deixa espaço para a “não implementação”."As nações Unidas só conseguem fazer as coisas na medida em que os países membros desejem fazê-las. Não se pode acusar o processo da ONU de paralisia se quem paralisa ou movimenta (a ONU) são os próprios países. O multilateralismo sai reforçado da conferência e a intenção de todos é que os acordos sejam implementados", diz.
     Corrêa do Lago destaca que a ação dos países dependerá da mobilização da sociedade em torno do tema, que, de acordo com ele, foi um dos principais aspectos da Rio+20. "É um evento diplomático que invoca um impacto inestimável na sociedade. Não se pode mensurar o nível de informação e de ideias que se propagaram com a conferência e com os debates paralelos", afirma. Para o embaixador, a sociedade terá um papel preponderante, que será refletido tanto na forma com que as pessoas passarão a agir quanto no modo em que vão influenciar as políticas de seus governos. "É isso o que determinará o sucesso da conferência no futuro", considera.
As boas intenções — Vinte anos depois da primeira conferência do Rio, o compromisso retórico com o desenvolvimento sustentável foi renovado. Os países se comprometeram a combater a pobreza, reafirmaram os princípios de 92, da Agenda 21, das responsabilidades diferenciadas e tantos outros. "Dois objetivos importantes foram alcançados. Despertar uma geração para o que foi feito em 1992 (Rio) e 2002 (Johanesburgo) e voltar a utilizar os instrumentos do desenvolvimento sustentável", considera Corrêa do Lago. No entanto, a crítica apresentada pelos veteranos da última conferência, como Maurice Strong e Gro Harlem Brundtland, de que muito foi dito e pouco foi de fato colocado em prática, permanece. Se a Rio+20 efetivamente representará um avanço inédito, não se sabe. Mas no momento a saída é apostar fichas em 2015.
01/07/2012.


"Diferente das estrelas"!


O QUE É BIOLOGIA?


A palavra biologia deriva de duas outras: bio, que significa vida, e logos, que significa estudo. Assim, biologia significa "estudo da vida".
A Biologia é uma ciência muito ampla, que se preocupa com o estudo de todos os seres vivos e procura compreender os mecanismos que regem a vida.
O estudo dessa ciência pode ser feito em vários níveis de organização dos seres vivos, desde o molecular - analisando as moléculas que formam o corpo dos organismos - até o das relações entre os seres vivos, e entre eles e o mundo não-vivo.
A Biologia também procura explicar o apa­recimento das primeiras formas vivas na Terra e como ocorreram, ao longo do tempo, as transfor­mações que deram origem às formas existentes hoje no nosso planeta. Preocupa-se, portanto, com a origem e a evolução dos seres vivos. É importan­te observar que a evolução é um processo que con­tinua a ocorrer nos dias de hoje.
Uma das áreas da Biologia, a Sistemática, pre­ocupa-se justamente em compreender as relações evolutivas dos seres vivos, agrupando os que apre­sentam uma história evolutiva em comum. Também é alvo de estudos da Biologia a evolução do ser hu­mano. Quando a espécie humana surgiu na Terra, suas atividades tinham pouco impacto no meio am­biente, mas à medida que foi evoluindo, passou a interferir cada vez mais no meio.
A evolução da espécie humana veio acompa­nhada de complexa evolução cultural e tecnológica, o que não aconteceu com outras espécies de seres vivos. Nenhuma outra espécie evoluiu de modo que produzisse conhecimentos. Somente o ser humano é capaz de desenvolver, por exemplo, técnicas de melhoramento genético de espécies de interesse co­mercial que visam à melhoria do cultivo e ao apro­veitamento de animais e plantas.
O ser humano já interferiu e continua a inter­ferir profundamente na natureza. Infelizmente, essa interferência tem trazido impactos ambientais cada vez mais preocupantes. A explosão populacional, associada ao aumento do consumo e ao mau uso dos recursos naturais, tem transformado perigosa­mente o nosso planeta. Produtos químicos lançados de modo indiscriminado no meio têm contamina­do o solo, a água, o ar, prejudicando a delicada inter­-relação que existe entre todos os seres vivos. Como resultado, estamos enfrentando muitos problemas ambientais críticos.
O conhecimento dos princípios biológicos pode ser a chave para a sobrevivência da espécie hu­mana e, obviamente, da vida na Terra.
O entendimento dos princípios biológicos pode nos ajudar a lidar de modo mais inteligente com uma grande quantidade de temas relacionados com o nosso bem-estar. Podemos, por exemplo, cuidar de nossa saúde, adquirindo noções de nutrição e de hi­giene, desenvolvendo hábitos saudáveis, como o de não fumar e o de não usar outras drogas perniciosas; podemos entender o problema do lixo urbano e con­tribuir para sua solução etc. Esses são alguns dos pon­tos que exemplificam a importância da Biologia em nosso dia-a-dia. O estudo da Biologia irá também nos mostrar a enorme diversidade de formas vivas que existe no nosso planeta e fazer com que venhamos a respeitar todas elas e a nós mesmos.

Texto adaptado.CÉSAR, Silva Júnior da; SEZAR, Sasson.

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