"Anda, quero te dizer nenhum segredo,falo desse chão da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar!"
Beto Guedes
Beto Guedes
sábado, 7 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
O que não deu certo?
A Rio+20 recebeu e continua recebendo inúmeras críticas.
Há quem diga que houve saldo positivo, principalmente pelo fato de não haver retrocesso.
Será??
Já se fala em insustentável grandeza da Rio+20.Ironia ou realidade?
"A Rio+20 entra para a história, assim, repetindo um problema de sua antecessora, de 1992, que padeceu por sérios problemas nos tais “meios de implementação”. A partir de 92 houve avanços históricos, com a inauguração de instituições e conceitos que hoje norteiam debates sobre mudanças climáticas – com todos os exageros que ainda rondam o tema –, convenções e protocolos. Mas a “implementação”, palavra que, em português, espeta os ouvidos, desde 20 anos atrás era um problema. “Implementar” é tornar realidade, o que exige dinheiro. Sim, migrar, preservar, criar sistemas e procedimentos de sustentabilidade é um investimento. Mas mudar o paradigma custa caro."
O que João Marcello Erthal afirma neste trecho acima nos chama a atenção para um fato:falar em sustentabilidade virou modismo,assim como educação ambiental,desenvolvimento sustentável, quando na verdade deveria ser uma proposta de vida. Por isso que muitas vezes as ações e inovações não saem do papel.Envolve um modelo social,envolve poder e a mola que move o mundo,o dinheiro.
Leia mais em: A insustentável grandeza da Rio+20
Para conhecer os objetivos e o que quer dizer Rio+20 acesse: Conceito
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Rio+20
O jeito é esperar por 2015
A crise econômica mundial, as eleições nos Estados Unidos, os conflitos na Síria e até mesmo uma crise política de última hora na América Latina impediram que a atenção do mundo fosse voltada completamente para o Rio de Janeiro, como queriam os organizadores da Rio+20, planejada para ser a maior conferência da história. Baixada a poeira da semana de intensas negociações — seguidos pelos três dias reservados para os mais de 190 discursos —, conclui-se que 2012 e o Rio não entrarão pela história exatamente por representarem o tempo e o local de uma mudança histórica para o desenvolvimento sustentável. Apesar da alardeada reunião de “mais de 100 líderes”, só 79 chefes de estado discursaram na cúpula.
A saída encontrada para salvar a conferência e tentar driblar o contexto desfavorável foi adiar as ações. O verdadeiro tribunal da Rio+20, quando os reais efeitos da conferência serão conhecidos e poderão ser julgados, está marcado para daqui a três anos.
No calendário da ONU, dois eventos importantes culminarão em 2015: fecham-se os Objetivos do Milênio, estabelecidos em 2000, e serão determinadas novas metas para as reduções de emissões de gases, no âmbito da Convenção sobre Mudanças Climáticas. Impossibilitada de conseguir acordos para implementação imediatos, a Rio+20 acertou a agenda para que suas ações entrem em vigor nesse ano chave.
A principal das ‘heranças’ de 2012 para 2015 é o estabelecimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apesar de não determinar as metas — o que seria esperado de uma conferência "ambiciosa", como pedia a ONU —, o documento da Rio+20 determina a criação de um grupo para trabalhar no processo de criação dos objetivos a serem adotados a partir de 2015. Ainda que tenha destravado o processo de negociação, a fórmula de adiamento das decisões também dá margem para que, no final, nada saia do papel.
O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que foi negociador chefe do Brasil e também atuou como facilitador durante as negociações, admite que o documento do Rio deixa espaço para a “não implementação”."As nações Unidas só conseguem fazer as coisas na medida em que os países membros desejem fazê-las. Não se pode acusar o processo da ONU de paralisia se quem paralisa ou movimenta (a ONU) são os próprios países. O multilateralismo sai reforçado da conferência e a intenção de todos é que os acordos sejam implementados", diz.
Corrêa do Lago destaca que a ação dos países dependerá da mobilização da sociedade em torno do tema, que, de acordo com ele, foi um dos principais aspectos da Rio+20. "É um evento diplomático que invoca um impacto inestimável na sociedade. Não se pode mensurar o nível de informação e de ideias que se propagaram com a conferência e com os debates paralelos", afirma. Para o embaixador, a sociedade terá um papel preponderante, que será refletido tanto na forma com que as pessoas passarão a agir quanto no modo em que vão influenciar as políticas de seus governos. "É isso o que determinará o sucesso da conferência no futuro", considera.
As boas intenções — Vinte anos depois da primeira conferência do Rio, o compromisso retórico com o desenvolvimento sustentável foi renovado. Os países se comprometeram a combater a pobreza, reafirmaram os princípios de 92, da Agenda 21, das responsabilidades diferenciadas e tantos outros. "Dois objetivos importantes foram alcançados. Despertar uma geração para o que foi feito em 1992 (Rio) e 2002 (Johanesburgo) e voltar a utilizar os instrumentos do desenvolvimento sustentável", considera Corrêa do Lago. No entanto, a crítica apresentada pelos veteranos da última conferência, como Maurice Strong e Gro Harlem Brundtland, de que muito foi dito e pouco foi de fato colocado em prática, permanece. Se a Rio+20 efetivamente representará um avanço inédito, não se sabe. Mas no momento a saída é apostar fichas em 2015.
No calendário da ONU, dois eventos importantes culminarão em 2015: fecham-se os Objetivos do Milênio, estabelecidos em 2000, e serão determinadas novas metas para as reduções de emissões de gases, no âmbito da Convenção sobre Mudanças Climáticas. Impossibilitada de conseguir acordos para implementação imediatos, a Rio+20 acertou a agenda para que suas ações entrem em vigor nesse ano chave.
A principal das ‘heranças’ de 2012 para 2015 é o estabelecimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Apesar de não determinar as metas — o que seria esperado de uma conferência "ambiciosa", como pedia a ONU —, o documento da Rio+20 determina a criação de um grupo para trabalhar no processo de criação dos objetivos a serem adotados a partir de 2015. Ainda que tenha destravado o processo de negociação, a fórmula de adiamento das decisões também dá margem para que, no final, nada saia do papel.
O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, que foi negociador chefe do Brasil e também atuou como facilitador durante as negociações, admite que o documento do Rio deixa espaço para a “não implementação”."As nações Unidas só conseguem fazer as coisas na medida em que os países membros desejem fazê-las. Não se pode acusar o processo da ONU de paralisia se quem paralisa ou movimenta (a ONU) são os próprios países. O multilateralismo sai reforçado da conferência e a intenção de todos é que os acordos sejam implementados", diz.
Corrêa do Lago destaca que a ação dos países dependerá da mobilização da sociedade em torno do tema, que, de acordo com ele, foi um dos principais aspectos da Rio+20. "É um evento diplomático que invoca um impacto inestimável na sociedade. Não se pode mensurar o nível de informação e de ideias que se propagaram com a conferência e com os debates paralelos", afirma. Para o embaixador, a sociedade terá um papel preponderante, que será refletido tanto na forma com que as pessoas passarão a agir quanto no modo em que vão influenciar as políticas de seus governos. "É isso o que determinará o sucesso da conferência no futuro", considera.
As boas intenções — Vinte anos depois da primeira conferência do Rio, o compromisso retórico com o desenvolvimento sustentável foi renovado. Os países se comprometeram a combater a pobreza, reafirmaram os princípios de 92, da Agenda 21, das responsabilidades diferenciadas e tantos outros. "Dois objetivos importantes foram alcançados. Despertar uma geração para o que foi feito em 1992 (Rio) e 2002 (Johanesburgo) e voltar a utilizar os instrumentos do desenvolvimento sustentável", considera Corrêa do Lago. No entanto, a crítica apresentada pelos veteranos da última conferência, como Maurice Strong e Gro Harlem Brundtland, de que muito foi dito e pouco foi de fato colocado em prática, permanece. Se a Rio+20 efetivamente representará um avanço inédito, não se sabe. Mas no momento a saída é apostar fichas em 2015.
01/07/2012.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/rio-20-o-jeito-e-esperar-por-2015. Acesso em: 04/07/2012.
O QUE É BIOLOGIA?
A palavra biologia
deriva de duas outras: bio, que significa vida, e logos, que significa
estudo. Assim, biologia significa "estudo da vida".
A Biologia é uma
ciência muito ampla, que se preocupa com o estudo de todos os seres vivos e
procura compreender os mecanismos que regem a vida.
O estudo dessa ciência
pode ser feito em vários níveis de organização dos seres vivos, desde o
molecular - analisando as moléculas que formam o corpo dos organismos - até o
das relações entre os seres vivos, e entre eles e o mundo não-vivo.
A
Biologia também procura explicar o aparecimento das primeiras formas vivas na
Terra e como ocorreram, ao longo do tempo, as transformações que deram origem
às formas existentes hoje no nosso planeta. Preocupa-se, portanto, com a origem
e a evolução dos seres vivos. É importante observar que a evolução é um
processo que continua a ocorrer nos dias de hoje.
Uma
das áreas da Biologia, a Sistemática, preocupa-se justamente em compreender as
relações evolutivas dos seres vivos, agrupando os que apresentam uma história
evolutiva em comum. Também é alvo de estudos da Biologia a evolução do ser humano.
Quando a espécie humana surgiu na Terra, suas atividades tinham pouco impacto
no meio ambiente, mas à medida que foi evoluindo, passou a interferir cada vez
mais no meio.
A
evolução da espécie humana veio acompanhada de complexa evolução cultural e
tecnológica, o que não aconteceu com outras espécies de seres vivos. Nenhuma
outra espécie evoluiu de modo que produzisse conhecimentos. Somente o ser
humano é capaz de desenvolver, por exemplo, técnicas de melhoramento genético
de espécies de interesse comercial que visam à melhoria do cultivo e ao aproveitamento
de animais e plantas.
O ser humano já interferiu e continua a interferir
profundamente na natureza. Infelizmente, essa interferência tem trazido
impactos ambientais cada vez mais preocupantes. A explosão populacional, associada
ao aumento do consumo e ao mau uso dos recursos naturais, tem transformado
perigosamente o nosso planeta. Produtos químicos lançados de modo
indiscriminado no meio têm contaminado o solo, a água, o ar, prejudicando a
delicada inter-relação que existe entre todos os seres vivos. Como resultado,
estamos enfrentando muitos problemas ambientais críticos.
O
conhecimento dos princípios biológicos pode ser a chave para a sobrevivência da
espécie humana e, obviamente, da vida na Terra.
O entendimento dos princípios biológicos pode nos ajudar
a lidar de modo mais inteligente com uma grande quantidade de temas
relacionados com o nosso bem-estar. Podemos, por exemplo, cuidar de nossa
saúde, adquirindo noções de nutrição e de higiene, desenvolvendo hábitos
saudáveis, como o de não fumar e o de não usar outras drogas perniciosas;
podemos entender o problema do lixo urbano e contribuir para sua solução etc.
Esses são alguns dos pontos que exemplificam a importância da Biologia em
nosso dia-a-dia. O estudo da Biologia irá também nos mostrar a enorme
diversidade de formas vivas que existe no nosso planeta e fazer com que
venhamos a respeitar todas elas e a nós mesmos.
Texto adaptado.CÉSAR, Silva Júnior da; SEZAR, Sasson.
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